23 de outubro de 2010

Sem Destino

Deixei meus passos na areia,
Por estradas que caminhei,
Com saudades minha alma vagueia,
Pelos destinos e sonhos que sonhei,

Sou viajante do tempo,
Sempre faço meu caminho, invento,
A minha estrada é sem destino,
Meus passos são de menino,

Sigo ao vento, deixo ele me levar,
Sigo as estrelas, deixo elas me guiar,
Nos mares tenho os remos, me deixe remar!

Não levo bússola, nenhum instrumento,
Meu destino é incerto, é deserto,
Saberei quando chegar!

22 de outubro de 2010

Silêncio

Silêncio é tudo que ouço nesta noite fria,
Vento a balançar as cortinas, sussurros, sedução,
Silêncio é tudo que ouço nesta minha utopia,
Imaginando o toque suave de suas mãos!

E grito ao vento meu lamento,
Busco-te e te acho em pensamentos,
Tenho alento, sensação de amar,
Sinto teus lábios a me tocar!





Silêncio e tudo fica triste,
A fantasia já não existe,
Você não está aqui!

Silêncio e tudo se perde na estrada,
Dos sonhos, das palavras mal faladas,
Ficam as mágoas em saber que te perdi!

19 de outubro de 2010

Acreditar

Eu queria poder abraçar o mundo,
E por alguns segundos,
Acreditar...
Acreditar que o amor nunca se acaba,
Se erguer depois que tudo se desaba,
Fico a meditar!

Porque que uns estão a sorrir,
Enquanto outros estão a chorar?
Porque devemos partir,
Se queremos tanto ficar?

Será que encontro a resposta?
Será que está além destas portas?
Acho que vou abrir!

Vou abrir meu coração,
Talvez em uma prece, uma oração,
Eu veja então a luz!

No fim do túnel brilha um clarão,
Olha! Vem em minha direção,
Acho que ainda tem solução.

16 de outubro de 2010

Abandonado Coração

Hoje em quatro paredes,
Já armei a minha rede,
Tecida em solidão!
Meu oceano é imenso,
Perde-se de vista e logo penso,
Perdi os remos, me caíram das mãos!

Hoje me deixas aqui no chão!
Abandonado coração,
Hoje eu grito pela razão,
Por amor não se morre não!

Hoje me deixas sem direção,
Olhos cegos de paixão!
Hoje morre um coração,
Que bate fraco sem razão!

Vou buscar em outros caminhos,
Aconchego em outros ninhos,
O que não tenho aqui nesta solidão!

Hoje sou ave de rapina,
A voar pelas campinas,
Buscando entender seu coração!

13 de outubro de 2010

Dia de Rotina

A noite chegou e a lua convidava,
A viajar nas nuvens, passear nos céus,
Abraços apertados, palavras sussurradas,
Viajando ao vento como um carrossel!

Amor de madrugada
Sem pensar em mais nada,
Uma paixão descontrolada,
Um coração em disparada!



Tudo acontece de repente,
Sem nada avisar, nem quero acordar,
Todo amor que a gente sente,
Reflete-se no carinho, no desejo, no olhar!

Nesta entrega corpos se abraçam,
Mãos que se apertam sem parar,
Olhos que olham nos olhos,
Lábios quentes levemente a se tocar!

Assim mais um dia de rotina,
Abre e fecham as cortinas,
Recomeçar tudo outra vez,
Relembrar tudo que se fez.

5 de outubro de 2010

Fogo e Paixão

Foi assim de repente,
A gente ali frente a frente,
Foi paixão!
Avassaladora, predadora,
Lasciva e dominadora,
Acelerou o coração!

Explode os desejos,
Daqueles que vem com um beijo,
Aperta o peito!
Agora deixa rolar,
Não dá pra parar,
É amor assim desse jeito!

Sem esperar,
Sem se cobrar,
Sem nada a perder!

Fantasia viva do momento,
Revela ali todo sentimento,
Que se tem pra oferecer!

É amor, fogo e paixão,
Une dois corações,
Numa vida de emoção!