27 de setembro de 2011

Conte-Me


Conte-me teu segredo,
O que te faz rir, o que te põe medo,
Serei o teu anjo, teu guia, o teu braço forte!

Conte-me sobre as tuas lágrimas,
Porque ainda choras,
Serei como uma brisa suave e soprarei até que sequem!

Conte-me os teus desejos,
Aflorados pelo calor de meus beijos,
Serei como o orvalho para te tocar!

Conte os grãos de areia do mar se puder,
Conte as estrelas do infinito céu azul.
Assim é todo meu amor por você!

Sinta as batidas forte do meu coração,
Saiba que Tu és a razão,
Que me faz viver, que me faz te querer,
Ainda que tão longes estejas então.

22 de setembro de 2011

Castelos de Areia


Ainda me pego em pensamentos,
Voando baixo, em plumas, levado pelo vento,
Viajar assim não custa nada!
Tento caminhar pela estrada,
Sem rumo, sem destino,
Sou como folhas secas, borboletas!

Não preciso saber aonde este caminho vai me levar,
Preciso apenas chegar, onde não importa,
Não preciso aprender o caminho,
Não pretendo mesmo voltar!
Quando a escuridão da noite me abraçar,
Ainda terei a lua para me acompanhar!

Cavalos e seus cavaleiros que me levam a cavalgar,
Se isto sonho for, não quero mais acordar,
Ver a vida passar, sem me preocupar com o tempo,
Vamos fazer de conta que esta história não tem fim,
Que os castelos mesmo que sejam de areia,
Tem um espaço reservado para as flores no jardim!

Pensamentos são livres, quem os pode deter?
São grãos de areia, quem os pode contar?
O meu pensar me faz viajar,
Leva-me a te encontrar,
Faz-me te abraçar, te amar e te desejar,
Sempre fico assim, quando penso em você!

15 de setembro de 2011

Tarde Demais

Tarde demais, eu já perdi teu carinho,
Já não tem volta, este é o destino,
Tal qual um passarinho, longe do ninho,
Meu caminhar é sozinho, assim vou seguindo.

Hoje olhei nosso quarto, a cama deserta,
E a saudade sem graça, meu peito aperta,
Mas é tarde demais pra querer voltar atrás,
A dor que ficou não se desfaz.

Hoje aprendi, sei que a vida ensina,
Sempre vou me lembrar de você menina,
Tão doce, tão linda, tão minha!

Agora distante, só me resta sonhar,
Só me restam lembranças das noite de luar,
Então vejo você chegar e não mais me deixar!

10 de setembro de 2011

Cativos e Fugitivos

Eu não queria falar da fome,
Da miséria que a um povo consome,
Não pude segurar ao ver aquela cena,
Crianças, jovens, adultos que a esmo caminhavam,
Que imploravam, gritavam aos estranhos que passavam,
É doloroso, cruel, sub-humano, digno de pena.


Confesso que chorei, talvez até pecasse,
Quando me perguntei: Onde está Deus?
Vi aquela gente, aqueles animais de sede morrendo,
De fome sucumbindo e eu nada fazendo,
Pra aliviar a dor, a angústia, os sofrimentos seus,
O que poderia fazer? Confesso que não sei!


Os poderosos levam milhões para produzirem uma guerra,
Constroem máquinas capazes de destruírem a terra,
Mas são incapazes de estender a mão há um povo que sofre,
Que são incapazes de se comoverem com o choro incontido de uma criança,
Que nasce numa terra, sem vida, sem alento, sem esperança,
Não consigo acreditar no que os meus olhos veem!


E ainda dizem que lutam pela paz mundial,
Que se acham acima do bem e do mal,
E criam entidades que se dizem e intitulam mediadoras da paz,
Mas não conseguem acabar com a dor de um povo,
Que nunca viu nascer um dia novo,
Porque a sua dor, seus lamentos e sua sina, não se desfaz.


São filhos da mesma terra que se matam entre si,
Estão armados e programados para se destruir,
A noite chega, o dia amanhece e nada acontece,
O socorro não chega, gritos ecoam no infinito,
Mas quem pode ouvir este clamor, este pedido de socorro,
Enquanto isto toda esta multidão no deserto perece.


Pobre povo somaliano, envoltos em desgraças e desenganos,
Enquanto isto o mundo assiste calado o massacrar de um povo,
Esquecido, fugitivo e cativo em sua própria terra,
Sei que eles vão continuar clamando, vão continuar esperando,
Alguém ainda vai ouvir, hão de se acreditar na esperança,
No renascer da vida, no cessar da fome, no findar da guerra!



2 de setembro de 2011

Nunca Mais

Ainda escuto teu adeus,
Aquele grito de nunca mais,
É uma frase curta, mas tem o tamanho de um oceano,
A imensidão do deserto, de um caminho incerto,
Não quero ouvi-la jamais!

Ainda escuto no teu silêncio,
E vejo no teu olhar,
A dor de uma saudade, misturada com a ansiedade,
Tenho mesmo é pena de lhe ver chorar!

Sentir que o teu caminhar solitário,
É como a lua que vaga entre as estrelas,
E se perde na imensidão!
Todos os dias volto sempre ao mesmo lugar,
De esperança bate forte meu coração,
Sempre venho aqui para vê-la!

E aquele grito de nunca mais,
Hoje eu sei que ficou para traz,
Aquele deserto frio agora se encontra com um rio,
De águas cristalinas, como os olhos daquela menina,
Vejam só o que o amor nos faz!

Toda riqueza é nada quando a vida é sem amor,
Todo amor é nada se não tem chama, nem calor,
Por isso nunca mais não pode existir!
Sempre há um recomeço, há sempre um pretexto,
Para não deixar as chamas se apagar,
E nunca pensar que devamos partir!