2 de julho de 2012

Qualquer Lugar


Quando um dia triste,
Faz-nos saber que a tristeza existe,
Parece difícil acreditar,
Que amanhã será outro dia,
Espera-se que tudo ainda pode mudar!

Olhar para o céu já não tem graça,
Está tão escuro, não tem lua, não tem estrelas,
E os bancos só servem de enfeites na praça,
Mesmo com toda multidão a circular,
Existe o eco do vazio, da solidão que insiste em assombrar!

E se do fundo da alma um grito ecoa,
Não importa quem pode ouvir?!
Se o tempo passa e num instante voa,
Quem pode controlar a guerra que se trava aqui.

Dentro do peito um coração em desatino,
Que chora, chora como um menino,
Que caminha só, junto a si apenas sonhos e imaginação,
Que constrói castelos, que não tem rei,
Não tem soldados, não tem muralhas!

Da liberdade escolheu as asas,
E sabe que pode voar além,
Não tem apegos, não tem nada, nem uma casa!

Passa despercebido, um João ninguém!
Moro na rua, em qualquer lugar,
Não posso me atrasar me deixa caminhar!

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Cleilton F. Vieira
cleilton@msn.com